Um dos livros mais misteriosos do mundo

Manuscrito de Voynich

Por Ocimar Barbosa

04/05/2009

manuscrito de Voynich
manuscrito de Voynich

Foi descoberto em 1912, na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, aquilo que representa um dos maiores enigmas do mundo. Junto de outros livros, um manuscrito misterioso e de conteúdo indecifrável até os dias de hoje, vem desafiando pesquisadores em etmologia (estudo da formação dos idiomas) e cientistas em várias áreas. Tudo teve início quando um comprador de antiguidades, o americano Wilfrid M. Voynich, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas na Itália um estranho livro de caracteres indecifráveis, tendo em anexo uma carta com data de 1666 se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha).

O livro estranho foi parar em Nova York depois de morte de Voynich e sua esposa. Por sua vez, o comprador, Hans P. Krauss, o doou para a biblioteca da universidade de Yale. O denominado “Manuscrito de Voynich” tem 235 páginas contendo ilustrações de plantas desconhecidas, quase bizarras, e é escrito em um idioma desconhecido em toda a face da Terra. Há também espécies animais já extintas (?), imagens sobre os temas astronomia, anatomia, além de calendários e figuras de humanos. Há estranhos caracteres, ilustrações de flores e plantas nunca vistas e mulheres nuas que se divertem em banheiras conectadas a estranhos encanamentos. Outros detalhes intrigantes do manuscrito são planilhas mostrando peças astronômicas vistas por um telescópio, ou ainda células vivas observadas por microscópio. Nas mesmas planilhas, um enigmático calendário com figuras, ou desconhecidos signos zodiacais.

image2

As teorias

As teorias sobre o livro e sua escrita enigmática variam, desde fraude, ou uma brincadeira de quem pensava em intrigar a sociedade. Mas, de acordo com estudiosos, a repetição de determinados caracteres indicam uma espécie desconhecida de informação, e não uma brincadeira à base de rabiscos sem propósitos. Outros passaram a acreditar que a escrita vinha de uma língua artificial. Mas, nem mesmo a língua “Ignota” criada por Hildegarde de Bingen, se assemelhava aos caracteres do livro.


image3

Quem tentou e quase conseguiu lançar uma luz sobre o assunto foi o botânico Hugh O’Neill, em 1944. Sua conclusão era a de que algumas daquelas plantas representavam espécies do Novo-Mundo, o que provocaria hipótese sobre a confecção do livro após o ano de 1492, data em que Cristóvão Colombo pisou na América trazendo sementes de girassol e pimenta. Mas, nos desenhos, a pimenta é colorida em verde (ao invés de vermelha) e a identificação de um girassol nas ilustrações gerou dúvidas.

William Romaine Newbold causou outro alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios.

Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozóide e do óvulo.

O mistério continua

image004

Parece ser uma espécie de manual ou almanaque voltado para botânica, astronomia e biologia, ou mesmo uma apostila com noções básicas de ciências naturais. Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição toda, mas não conseguiram encontrar uma fórmula para a decodificação do documento. É de conhecimento público várias falsificações através da história, mas esse tipo de ato sempre buscou um ganho, uma vantagem. Mas, no caso do “Manuscrito de Voynich”, quem se interessaria em produzir trabalhosamente um enigma em mais de 230 páginas sem qualquer intento?

Uma enorme comunidade de cientistas, composta de historiadores, bibliófilos, criptógrafos e linguistas, debruça sobre o pequeno livro de 18 por 23 centímetros de comprimento. No entanto, o mistério persiste. Quem conseguir decifrar mais esse enigma da Terra, poderá entrar para a história.

Autor: Ocimar Barbosa.

Fonte: PindaVale

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.