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O agouro de um futuro economista

Por Odair Deters 22/07/2011

 

É comum ouvirmos previsões de economistas a longo prazo, principalmente baseadas na prevalência de erros já cometidos, no entanto muitos economistas com importantes canudos estão começando a desenhar uma economia não ajustável como outrora e um mundo não tão redondo, vista as atuais grises de impacto mundial ou mesmo o eminente andar da carrugem que conduz a estabilidade mundial.

Embora pontes frágeis podem levar anos para desabar, deviamos estar mais acordados para os riscos, pois os eventos culturais e econômicos se atropelam cada vez mais rápido.

Se os grandes economistas com suas previsões sem nexo e asseguradas num não sei o que da academia conseguiram deixar brechas enormes e evidentes, porque não eu um aspirante a economista possa vir a jogar as minhas quem sabe agourentas previsões futurísticas.

Do tipo ao qual eu vivo a insistir que com o enorme déficit estadunidense e sua emissão descontrolada de dólares, fará com que esta moeda entre para a história após ruir, suas notas servirão para ascender fogueira, e no mesmo compasso o ouro vai continuar valendo cada vez mais, e será a melhor reserva de valor.

Estas grandes S.A.s atualmente carregadas de dívidas, e hoje vistas como eficientes e exemplares empresas vão desaparecer. Porém a tecnologia vai continuar nos surpreendendo, teremos pequenos metrôs urbanos nas grandes cidades, evitando os congestionamentos, os tetos solares serão comuns, áreas como estacionamentos não serão disperdiçadas como simples estacionamentos, seus tetos gerarão energia.

Provavelmente teremos mais escolinhas de idiomas ensinando o velho mandarim, a religião não deixará de existir, e os extremados continuarão. Liberdade só acharemos que teremos.

O dinheiro papel deixará de existir, valendo apenas em alguns pequenos países ruídos econômicamente em contrapartida o cartão de crédito não será só de crédito, vai ser documento de identidade, previdência(se esta existir), controle de vacinas contra as pandemias biológicas. Aliás existirão muitas pandemias só que agora também tecnológicas.

O implante de chips vai virar moda, os pais que hoje tem medo de perder seu pequeno filho e lhe dão um celular, farão com que amanhã estas crianças implantem chips em seus filhos para não os perderem. A sociedade amedontrada será transformada, e ao redor de fontes de água, existirão pequenas comunidades auto-sustentáveis, que serão tratadas meio que como rebeldes.

A ONU buscará ampliar seu exército internacional de paz, e que será cada vez mais coercitivo. E existirão muitos controles, cuidado isto é homofobia, cuidado isto é nazismo, cuidado isto é racismo, cuidado isto é xenofobismo, cuidado, você não pode ter opinião própria.

Muitos dos erros atuais veremos como acertos que não valorizamos, e muitos dos atuais heróis dar-se-emos conta que foram anti-heróis.

Aqueles que balançam a cabeça com tanto pessimismo, deviam ler Nassim Taleb, um dos nomes mais conceituados entre os atuais megainvestidores, que acertou a crise estadunidense de 2008, o pai do cisne negro, que administra fortunas apostando na eminência de desastres, caminha na mesma sintonia deste agourento.

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