Já da até pra tomar chimarrão na Nova Zelândia

Por Odair Deters
Tomar Chimarrão na Nova Zelândia? O hábito tipicamente gaúcho, já pode ser visto na região de Otago, antiga base baleeira, na Ilha Sul da Nova Zelândia, não que os neozelandeses estejam tornando-se gaudérios, o que ocorre é que um número crescente de sulistas está imigrando para aquela região.

O ponto de encontro dos brasileiros é a cidade de Queenstown. Uma cidade localizada na região de Otago, com uma população próxima a 20 mil habitantes, e cerca de 20% deles são brasileiros. A cidade fica ás margens de um cristalino lago e cercada de montanhas e paisagens que inspiraram filmes como o Senhor dos Anéis. A pequena cidade é pacata, vêem-se poucos carros e muitas ruas para pedestres lotadas de pequenas lojas de recordações, devido ao grande número de turistas que recebe.

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Queenstown tornou-se mundialmente conhecida como a capital mundial dos esportes radicais. Seus rios e as encostas são um parque a céu aberto. Saltar de Bungee jumping, skydiver, tirolesa, praticar Ski, Rafting, safáris, mountain biking entre outros esportes que liberam adrenalina são fáceis de se encontrar nesta cidade. Aproveitando este pujante mercado de turismo que recebe 1,4 milhão de visitantes por ano, que os brasileiros se destacam, trabalhando em diversas áreas como hotelaria, construção e prestação de servicos.

A maioria dos brasileiros chega na cidade dizendo querer fazer turismo ou estudar inglês, mas acaba ficando mais tempo do que o permitido devido à oferta extensa de trabalhos e garantia de bom salário. Assim que conseguem o emprego entram com a documentação para o Work Permit (Permissão de Trabalho) de um ano, podendo ser renovado. A cidade nos últimos anos tornou-se fonte de trabalho temporário para jovens, principalmente brasileiros do sul do Brasil, com idade entre 18 e 30 anos, com a facilidade de renovação da permanência e um bom salário, muitos brasileiros que lá vivem já fixaram residência permanente.

Como fator de favorecimento, cidadãos brasileiros não precisam de visto prévio tirado no consulado no país de origem, exigência está comum em outros países como Estados Unidos e Austrália. E a imigração neozelandesa não vê problema algum na grande quantidade de brasileiros no país. Apenas informando que desde que se tenha o visto de trabalho, todos são bem-vindos.

Os jovens estudantes qualificados do Sul do Brasil, é que ajudam a sustentar a indústria hospitaleira de Queenstown. Os maioria dos brasileiros desempenha cargos que os neozelandeses não gostariam de fazer e ganham um bom salário, e afirmam ainda que seja qual for o trabalho que se faça, se consegue ter uma vida digna, comprar um carro, pagar o aluguel, viajar.
No supermercado dos 13 funcionários 9 são brasileiros, o que ajuda a manter a importação de itens como erva-mate para o chimarrão e feijão.

Os brasileiros vão se adaptando a cidade, e a cidade vai se adaptando aos brasileiros, algumas curiosidades são que na cidade de Queenstown não existem estádios de futebol, só de rugby. Esporte ainda pouco expressivo no Rio Grande do Sul, estado brasileiro de onde parte a maioria dos jovens que habitam esta cidade neozelandesa, porém considerado esporte nacional na Nova Zelândia.

Também devido ao aumento constante de brasileiros na cidade nos últimos anos, a igreja protestante passou a celebrar missas em português uma vez por semana, pois segundo o pastor local, havia muitos brasileiros, que acabavam não indo à igreja porque não entendiam a língua.

A capital dos esportes radicais é também a cidade que tem mais brasileiros na Nova Zelândia.

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Embora seja um pais distante, a vantagem é a qualidade de vida. E em época de mercados globais é possível conseguir uma erva-mate plantada e preparada no Rio Grande do Sul, e matear em uma roda de amigos em uma praça de no centro de Queenstown.

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