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COMO O DINHEIRO É CRIADO

 

Por Odair Deters

 
      Atualmente as pessoas deixam de desenvolver, não dizem ou fazem o que no fundo seriam seus anseios por causa do medo, vivem presos numa teia invisível que atormenta e amedronta, e como exemplo notório deste medo, nos deparamos com a urgência em adquiri dinheiro para manter-se.

       Uma pessoa que necessite de menores porções de moeda, mas opções dispõe para tocar a vida como melhor lhe convier, porém quanto mais presa está no materialismo, muito mais limitada irá encontrar-se.

       Assim a nossa macroeconomia é tocada, nações como os Estados Unidos recentemente para solucionar a crise do “subprime” efetuaram impressões maciças de papel-moeda, lastreado por títulos, os quais até agora sempre detinham nos mercados uma certa garantia, porém não passa de mais uma farsa muito bem empregada, outro fator absurdo é o pagamento constante de juros sobre um dinheiro que se quer nunca existiu, e todos são condizentes com alarmantes fatos como este, assombro-me inclusive com ditosos professores universitários os quais nem se quer dão se conta de tamanho e inescrupuloso problema. Todos estamos com a mente entorpecida.

       Trabalhamos com a seguinte suposição, este mês você ultrapassou um pouco seus gastos particulares, e precisou recorrer a um amigo para poder saldar com seus credores os dispêndios, um bom amigo seu que tinha 100 reais lhe emprestou 1000 reais, isto mesmo, não errei ao digitar, e os bancos também não erram, o seu bom amigo aí, lhe emprestou 1000 reais sendo que possuía apenas 100, como isto? Exatamente assim agem as intuições bancárias e ainda cobram juros, bom todos conhecemos a exorbitância destes juros dos quais somos vitimados. Por isto temos aquele célebre exemplo que nos diz que se todos os poupadores fossem até os bancos efetuarem saques, os bancos iriam para a completa falência, recordemos também que criar boatos sobre a falência de um banco é crime, pois um boato desta natureza, realmente leva um banco a falência na medida que os depositários exijam os valores por eles depositados.

      A diferença entre o nosso amigo e os bancos, reside em que os bancos não trabalham com dinheiro vivo, papel-moeda como é conhecido, eles trabalham com dígitos, e com o advento dos cartões de crédito mais do que nunca esta farsa tomou forma. Os bancos se utilizam de um processo chamado de alavancagem, não necessitando emprestar o dinheiro depositado por seus clientes, assim de todo o dinheiro emprestado, apenas uma pequena quantia realmente existe fisicamente em um determinado cofre.

      Os empréstimos gerados pelos bancos, concorrem do nada, e mesmo assim a partir deste instante você fica com um contrato que exige um revés chamado juros, os quais você obrigatoriamente necessitará pagar. E o pior de tudo estes valores que os bancos emprestam, passam ainda a serem registrados como ativos do banco, sem que nenhuma moeda venha a ser cunhada, e novamente o banco passa a conceder como empréstimo uma parcela deste novo ativo, a principio os bancos seguem uma fórmula precisa da economia monetária e por trás possuem o respaldo do Banco Central.

       Se o modo como funciona o sistema financeiro atual tomasse o juízo comum, poderia ter uma vinculação quase criminal, porém segue em vigor, mesmo após medonhas crises, como uma rotina lucrativa para alguns poucos embora usurpadora e maléfica para muitos. Assim temos um exemplo típico de um agricultor que produz o alimento de muitas bocas, afundado em dívidas quando resolve recorrer aos bancos, e este desígnio teve por que foi posto num caminho ganancioso de um sistema que digitou em determinado computador uma cifra numérica e atrelou um percentual de juros a mesma.

      Recentemente experimentamos uma crise, que embora os noticiários a tratem como algo quase que por vencido, alguns estudos mais detidos mostram que existem tendências muito mais alarmistas, o atual sistema está em falência e todos nós somos apenas condicionados a continuar remando o barquinho do crédito, que não encontra cristalização em parte alguma.

       No inicio deste post comentamos os presentes acontecimentos nos Estados Unidos, e amplamente tivemos a divulgação na mídia das entranhas desta crise imobiliária estadunidense e suas seqüelas na economia mundial. Mas o mais interessante nisto tudo é que a República do Tio Sam após todos estes acontecimentos começou a experimentar uma recessão, precisava de consumo para sobreviver, iniciou então a impressão de moeda, e todo este dinheiro que alimentará a economia tem como base um titulo da dívida pública, ou seja, o dinheiro que surgiu já tem como origem uma dívida, e para quitar está dívida necessita-se de mais dinheiro e assim por diante, num circulo vicioso infinito. Não sendo fim de linha para a ganância, o sistema por detrás da impressão da moeda mãe-do-mundo o Dólar americano, está centrado num cartel de bancos privados, chamado de Federal Reserve, estes banqueiros quando da necessidade do governo dos Estados Unidos de moeda, realizam a este um empréstimo do montante requerido, digamos que realizem a impressão de 1 Bilhão de Dólares, que teve um custo irrisório, e que a partir deste momento começa a ter juros onerados, e ao mesmo tempo, com um novo Bilhão em ativos, os bancos podem através de uma forma matemática-monetária passar a realizar outros tantos Bilhões de empréstimos a outros países.

      Todo este emaranhado faz com que nos momentos de fartura na economia, a quantidade de débito venha a subir a quantias colossais e assim somos conduzidos aos períodos de vacas magras, ou a famosa depressão. Os bancos detêm o controle sobre a criação do dinheiro através dos empréstimos, logo podem premeditar um período de vacas gordas ou simplesmente contribuir para uma depressão, através do aumento ou diminuição dos empréstimos aos tomadores.

      O mais horrendo de todo este processo, consiste em que ele se centra em um pequeno grupo, que tem a capacidade de desenhar os desígnios da economia, uma elite iluminada com capacidade de liderança política e econômica, que alimentam em cada um dos países, um punhado de marionetes ou até mesmo interesseiros que agem conscienciosos da cumplicidade das artimanhas diferidas contra as nações e que afetam todos os cidadãos.

      As dívidas colossais criadas seja para as pessoas físicas, jurídicas ou para os países, oriundas de simples digitalizações, recaem sobre todos os contribuintes com o pagamento de seus impostos, sendo repassados de forma absurda inclusive sobre gêneros de primeira necessidade como a alimentação. Um outro exemplo, é o gasto do nosso governo em educação, que é muito menor do que o gasto com o pagamento de juros.

       Toda a nossa produção, tem uma parcela que corresponde a uma hiper inflação se comparado com o valor real que deveria ser, pois sempre temos o pagamento de um resíduo de juros em cada fase do processo. Vemos pessoas agindo em alguns casos até criminosamente como forma de poder atender as condições de manterem o pagamento de juros que decorrem de um dinheiro que nunca existiu. Assim os países em desenvolvimento como é o caso do Brasil, ficam estancados e o termo “país em desenvolvimento” passa a ser uma forma bonita de lidar, o mesmo que chamar o pobre de humilde, quando humildade para o pobre e desenvolvimento para alguns países é o que mais se carece, e milhões de pessoas vão sofrendo e pior de tudo aceitando este sofrimento ao não tomarem consciência da situação.

       As pessoas acreditam que o dinheiro é criado pelo governo, porém o Estado muitas vezes tem pouco ou nada a fazer quanto a oferta monetária em seus rincões. Os banqueiros comerciais detêm este poder, e a eles destina-se quase todo o recolhimento de juros inseridos no dinheiro que circula na economia mundial.

      Em nossas mentes bitoladas parece que o pagamento de juros nos restringe do sofrimento econômico, porém é este pagamento que gera todo o tipo de mazelas, permitindo a pobreza de um lado e uma acumulação de capital com cifras quase que não contabilizáveis em uma pequena elite. Através dos juros o dinheiro se torna a mais eficaz das ferramentas de controle hoje existente e este controle aplica-se sobre quem pode nos controlar, ou seja, nosso governo. Os políticos que elegemos mesmo aqueles com belos discursos acabam manipulados e por conseqüência tudo recai sobre nós, estão a nos aplicar uma grande mentira, e parece que quanto maior ela for, mais acreditamos.

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